Microsoft rejeita acusações da Opera

Escrito por: Fábio Mendes  | Data: 17. Dez, 2007 | Arquivado em: Portáteis

A gigante norte-americana nega estar a abusar da sua posição dominante no mercado.

Um porta-voz da Microsoft anunciou na sexta-feira que a empresa não faz tenções de separar o Internet Explorer do Windows, tal como é pretendido pela Opera, por «acreditar que a inclusão do browser no sistema operativo beneficia os consumidores». A empresa sublinha que «os consumidores e os fabricantes de PCs já são livres de escolher o browser que quiserem».

Sobre os standards, outra das acusações da Opera, o porta-voz da Microsoft afirma que «o Internet Explorer é parte integrante do sistema operativo Windows há mais de uma década e suporta um leque amplo de Web standards».

«Os utilizadores têm total liberdade para utilizar e colocar qualquer browser como padrão do sistema, incluindo o Opera, e os fabricantes de PCs podem igualmente pré-instalar qualquer browser como padrão em qualquer máquina com o Windows que vendam», acrescentou.

Recorde-se que a Opera, que desenvolve o browser com o mesmo nome, apresentou na quarta-feira uma queixa na Comissão Europeia (CE) contra a Microsoft. A empresa norueguesa alega que a Microsoft está a abusar da sua posição dominante no mercado dos PCs para afastar a concorrência – através da integração do Internet Explorer (IE) no Windows – e a impedir a interoperabilidade por não adoptar os standards da indústria no IE.

O objectivo é que a CE obrigue a Microsoft a separar o IE do Windows, tal como aconteceu com o Windows Media Player, ou, em alternativa, a incluir browsers concorrentes no seu sistema operativo. A Opera quer também que a Microsoft seja forçada a compatibilizar o IE com os standards da Web – um conjunto de normas, especificações técnicas e boas práticas para a construção de sites.

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