[#] Por João Silas em Setembro 28, 2008 às 14:32 na(s) categoria(s) Artigos Convidados Software Livre
Este artigo é escrito por um conhecido blogger, o Bruno Miguel que nos vai brindar com um artigo sobre o mundo Linux/GNU, software livre e opensource. É um dos autores convidados para falarem deste tema aos sábados. Para seguirem mais sobre este autor visitem o Conversas do Bruno, o seu blogue oficial.
As aplicações web estão a tornar-se cada vez mais populares e é quase um facto que, dentro de algum tempo, elas serão tão populares como as aplicações locais (ou de desktop, se preferirem). Isto é prático porque, independentemente do sistema e do local, a aplicação, à partida, mantém sempre o mesmo interface e só necessita de um browser para ser acedida.
Mas também levanta algumas preocupações, como a impossibilidade de distribuir e alterar essa aplicação de acordo com as nossas necessidades, e a informação inserida nessas aplicações, em boa parte dos casos, nunca ser realmente nossa. Basta ler os termos de serviços e as políticas de privacidade para constatarmos isso. Dou um exemplo: o DropBox. De acordo com os termos de serviço deste - passo a redundância - serviço, eles podem vender todos os ficheiros que inserimos na nossa conta se precisarem do capital dessa venda para não encerrarem a actividade. Podemos sempre encriptar os ficheiros, mas isso não é garantia absoluta.
As aplicações web são práticas. Podemos aceder a elas em casa, no trabalho, em casa de amigos, num cyber café. Podemos aceder em qualquer lado, só precisamos de um gadget - um simples telemóvel basta - e acesso à net. Não temos que as manter, instalar, nada. É só usar e já está. Bom, não é?
Não necessariamente. E a nossa liberdade? Se essa aplicação web for proprietária, voltamos ao mesmo: não a podemos alterar e nunca sabemos se essa aplicação faz algo mais do que devia, como recolher informação sem autorização. Isto não é paranóia, acontece mesmo. Recordam-se daquela aplicação que permitia fazer uma cópia local dos emais da nossa conta do Gmail? Ela, secretamente, enviava as passwords introduzidas para a conta de email do seu criador. Como era uma aplicação proprietária, era muito difícil alguém saber o que ela estava a fazer. Alguém acabou por descobrir e viu que o programa era um lobo com pele de cordeiro.
O software proprietário, seja ele para o desktop ou para a web, não levanta só problemas de ordem social: também é uma boa fonte de insegurança porque ninguém, para além de quem desenvolveu a aplicação, sabe o que ela realmente faz. Tanto quanto sabem, uma aplicação proprietária pode apenas fazer o que alega ou até roubar informação sensível do vosso computador, como passwords e números de cartões de crédito e respectivos pins.
Outro problema é a portabilidade da informação. Se um serviço web fechar, como iremos nós fazer uma cópia dessa informação? E mesmo que consigamos, será que ela vai estar num formato proprietário que ninguém sabe como aceder? Se usarem um formato livre, esse entrave desaparece, mas outro aparece: uma possível (digo possível porque não sei até que ponto essa violação existirá depois da empresa fechar portas) violação dos termos do serviço que tínhamos aceite.
Felizmente, as aplicações web não têm que ser proprietárias. Basta escolher uma licença que permita que ela possa ser distribuída, alterada e usada para o fim que vocês bem entenderem. Uma dessas licenças é a AGPL, uma versão da GNU General Public License criada com as aplicações web em mente.
De acordo com esta licença, todo o software deve ter uma forma de mostrar aos utilizadores o seu código-fonte. Normalmente, é uma link onde clicam e aparece o código-fonte dessa página. O serviço de microblogging, Identi.ca, está licenciado sob a AGPLv3 e o seu código pode ser descarregado livremente ou visto no próprio serviço.
As aplicações livres para a web seguem um pouco a ideia do OpenPGP - a web of trust (ou web de confiança, em português). Ao mostrar o código-fonte, os criadores da aplicação estão a dizer aos utilizadores que não fazem nada no escuro, que são pessoas de confiança. Ao usar aplicações web regidas por uma licença livre, os utilizadores estão a retribuir essa confiança. A confiança é recíproca e todos sabem o que se passa, como num estado verdadeiramente democrático.
Para uma exposição completa dos problemas das aplicações web proprietárias e da importância das licenças livres para estas aplicações, leiam este artigo da Free Software Magazine. O seu autor, Ryan Cartwright, faz uma exposição bastante boa destes problemas e da importância das licenças livres nas aplicações web.
[#] Por João Silas em Setembro 20, 2008 às 18:51 na(s) categoria(s) Artigos Convidados Software Livre
Este é um artigo a contar para a nossa rubrica semanal de GNU/Linux. Desta feita o blogger convidado é o Rui Martins, utilizador que prefere sistemas operativos livres em detrimento do Windows. Podem seguir o seu blogue, clicando aqui.
aMSN é um clone do Windows Live Mensenger que além de poder ser usado em Windows e Mac também pode ser usado em Linux. Dos motivos que me levou a usar este aplicativo, além da sua semelhança ao Live Mensenger, foram a sua simplicidade, facilidade de uso e “leveza” (consome muito pouca ram).
Como atrativo ainda temos possibilidade de mudar a sua aparência com as ditas “skins”, acrecentar plugins com aMSN Plus (tal e qual como o Messenger Plus) e ainda temos ao dispor praticamente todas as funcionalidades do Live Mensenger, não fosse este aMSN um clone.
Ou seja, se tiver um Sistema Operativo GNU/Linux e quiser ter um “Live Mensenger”, aqui tem uma boa opção.

[#] Por João Silas em Setembro 14, 2008 às 17:34 na(s) categoria(s) Artigos Convidados Software Livre
Este artigo é um escrito por um blogger convidado, o Marco Barreto, e faz parte da nossa rubrica semanal de Linux e Opensource. Para mais informações do autor basta visitar o seu blogue oficial.
Mudei para Linux mas queria fazer uma musiquinha. E agora? Este artigo é sobre ferramentas de edição de ficheiros de áudio e produção musical. A produção musical é uma área que não domino, aliás, que desconheço de todo (os únicos instrumentos que toco são campainhas de porta e buzinas de carro), mas não deixa de ser interessante conhecer as soluções existentes. Alguns minutos de pesquisa foram suficientes.
No que respeita ao campo da produção musical, a oferta é vasta em Linux. Por exemplo, o software mais usado em ambiente Windows para a criação e a edição musical em termos profissionais deverá ser o ProTools. Seguido pelo Logic. Existem pelo menos duas aplicações Open Source capazes de oferecer as mesmas funcionalidades: RoseGarden (versões já compiladas para Mandriva, Debian, Ubuntu, SuSE, ALT Linux e PCLinuxOS) e Ardour (este tem a particularidade de conter versões compiladas para Mac OS X, para além das distribuições Linux mais conhecidas).
Quem necessita de um sequenciador de bateria/samples pode sacar o LMMS - Linux MultiMedia Studio ou o
fantástico Hydrogen Drum Machine.
Para fazer o output do som de umas aplicações para outras temos o Jack. Na edição de ficheiros Wav, existem pelo menostrês versões válidas: o conhecido Audacity (também corre em Windows), o
Sweep (Linux e BSD) e o WaveSurfer (versões para Linux, Windows e Mac OS X).
Também existem diversas distribuições de Linux vocacionadas para uma utilização multimédia. Eis três: Musix GNU +Linux baseada no Knoppix, Sabayon Linux da qual se diz ser uma excelente distro e Ubuntustudio baseada no popular Ubuntu mas vocacionada para a produção multimédia.
[#] Por João Silas em Setembro 7, 2008 às 13:08 na(s) categoria(s) Artigos Convidados Software Livre
Este artigo é escrito por um conhecido blogger, o Bruno Miguel que nos vai brindar com um artigo sobre o mundo Linux/GNU, software livre e opensource. É um dos autores convidados para falarem deste tema aos sábados. Para seguirem mais sobre este autor visitem o Conversas do Bruno, o seu blogue oficial.
Normalmente, quando se pensa em sistemas operativos livres, o primeiro que ocorre é o GNU/Linux. Mas existem outros. A “família” BSD (Berkeley Software Distribution) tem vários sistemas operativos livres, como o FreeBSD, NetBSD, DragonflyBSD, OpenBSD, etc.
Um outro membro desta “família” BSD é o PC-BSD, uma distribuição do FreeBSD que tem como foco de desenvolvimento os desktops. O PC-BSD segue as versões estáveis do FreeBSD, ou seja, quando uma versão estável do FreeBSD é disponibilizada, uma versão estável do PC-BSD vem logo a seguir.
Como este é um sistema operativo destinado principalmente para os desktops, tem uma miríade de software disponível - o mesmo que normalmente encontram em diversas distribuições do GNU/Linux - e suporte para muitos idiomas. Firefox, Compiz-Fusion, KDE, Pidgin, Wine, etc, são apenas algumas das muitas aplicações disponíveis nesta distribuição do FreeBSD.
Como acontece com a grande maioria das distribuições do GNU/Linux, também o PC-BSD tem um gestor de pacotes que facilita a instalação de aplicações. Se estão habituados ao sistema de instalação “next, next, next” do Windows, vão-se sentir em casa com o gestor de pacotes do PC-BSD.
A mais recente versão do PC-BSD é a 7.0 Beta 1. Ela é baseada na versão 7.0 da FreeBSD - a versão estável - e contém o KDE 4.1, OpenOffice 2.4.1, Firefox 3.0.1, samba-3.0.31_1 e muitas mais aplicações; e permite a instalação a partir do DVD, USB e pela rede/internet.
Os requisitos mínimos para utilizar o PC-BSD 7.0 Beta 1 são um Pentium II (ou equivalente) ou superior, 256MB de ram e 6GB de disco disponíveis. Os requisitos recomendados são um Pentium 4 (ou equivalente) ou superior, 512MB de Ram, 12GB de espaço em disco livre e uma gráfica com aceleração 3D.
Se querem largar o vosso desrespeitador e espião sistema operativo proprietário, o PC-BSD deve ser tido em conta. Não foi à toa que, em 2006, foi considerado o sistema operativo mais amigável para os utilizadores iniciados pela OSWeekly.com.

Página oficial: http://www.pcbsd.org/
[#] Por João Silas em Agosto 30, 2008 às 13:57 na(s) categoria(s) Artigos Convidados Software Livre
Este é um artigo a contar para a nossa rubrica semanal de GNU/Linux. Desta feita o blogger convidado é o Rui Martins, utilizador que prefere sistemas operativos livres em detrimento do Windows. Podem seguir o seu blogue, clicando aqui.
Numa altura em que se fala bastante em sistemas operativos, há-que saber escolher o melhor. Pessoalmente, Linux é o melhor, e deste modo, aqui deixo ficar 5 motivos para escolher Linux e não Windows.
1º Motivo: Linux é grátis, Windows é Pago!
O principal factor de escolha! Pois, se quer poupar uns bons tostões, tem aqui a melhor opção. Ninguém gosta de desembolsar notas verdes, pois não?
2º Motivo: Linux é estável, Windows é Instável.
Toda a gente conhece o “Blue-Screen” da Microsoft, irritante não é? Querem um sistema Estável? Linux é a minha opção.
3º Motivo: Linux é “Leve”, Windows é “Pesado”.
Hoje em dia se queremos ter um Windows, a funcionar às mil maravilhas, com aqueles efeitos todos adicionais, só com sistemas bem dotados de RAM, CPU e processamento gráfico. Não têm um sistema assim? Linux resolve os seus problemas…
4º Motivo: Segurança mais fiável em Linux!
Linux é um sistema seguro. É difícil haver uma “virose” em Linux, tal como falhas de segurança! Agora em Windows…
5º Motivo: Em Linux também é possível jogar.
Aqui está o grande motivo, para aqueles “gammers” casmurros, que não optam por Linux! Pois também é possível jogar em Linux! Vejam este post do Marco Barreto se ainda têm duvidas.
E assim, aqui ficam os meus 5 motivos para optar por Linux. Linux faz tudo e ainda mais do que o Windows faz…é só uma questão de pensar um pouco e optar pelo S.O. Open Source!
[#] Por João Silas em Agosto 23, 2008 às 15:06 na(s) categoria(s) Artigos Convidados Software Livre
Este artigo é um escrito por um blogger convidado, o Marco Barreto, e faz parte da nossa rubrica semanal de Linux e Opensource. Para mais informações do autor basta visitar o seu blogue oficial.
Os pinguins também jogam!
Um dos argumentos que sempre ouvi para adiar a instalação do GNU/Linux, o sistema operativo livre e aberto por excelência, foi o da inexistência de jogos de qualidade. Realmente foi uma verdade nos primórdios do desenvolvimento deste sistema, uma vez que sempre foi encarado como um sistema para trabalhar “a sério”. Seguindo-se ao aparecimento de distribuições amigáveis vocacionadas para utilizações (também) em ambiente desktop, ou computadores de trabalho comum, era inevitável o aparecimento de muitos jogos, também livres, com grafismo 3D tão avançado que não deixam nada a desejar aos seus concorrentes comerciais.
Assim de repente posso enumerar alguns como o SAVAGE: The Battle for Newerth (http://www.s2games.com/savage/index.php), o Tremulous (http://tremulous.net/), o AssaultCube (http://assault.cubers.net/) e outros ainda que embora não sejam de código aberto (permitindo a sua modificação pelos utilizadores) são gratuitos e de grande qualidade, como o TrueCombat: Elite (http://www.tcelite.net/) que é um mod completo do Enemy Territory.
Concluindo, se a sua cena são os jogos, dê uma vista de olhos nestes. Podem ser o empurrão que faltava para aderir ao software livre. Espero que sim.

[#] Por João Silas em Agosto 16, 2008 às 19:17 na(s) categoria(s) Artigos Convidados Software Livre
Este artigo é escrito por um conhecido blogger, o Bruno Miguel que nos vai brindar com um artigo sobre o mundo Linux/GNU, software livre e opensource. É um dos autores convidados para falarem deste tema aos sábados. Para seguirem mais sobre este autor visitem o Conversas do Bruno, o seu blogue oficial.
Hoje, 16 de Agosto, o Debian, um dos projectos de software livre mais antigos e conhecidos, comemora o seu 15º aniversário. A celebração em Portugal será feita em Aveiro, no encontro DebianDayPT 2008.

Parabéns Debian!
[#] Por João Silas em Agosto 16, 2008 às 18:00 na(s) categoria(s) Artigos Convidados Software Livre
Este artigo é escrito por um conhecido blogger, o Bruno Miguel que nos vai brindar com um artigo sobre o mundo Linux/GNU, software livre e opensource. É um dos autores convidados para falarem deste tema aos sábados. Para seguirem mais sobre este autor visitem o Conversas do Bruno, o seu blogue oficial.
De há pelo menos um mês para cá que o IceCat é o meu browser de eleição. Este browser é baseado no Firefox e tem algumas adições, como uma funcionalidade que permite bloquear, individualmente, cada cookie de um determinado website.
O browser é mantido apenas para o sistema GNU/Linux, mas deverá ser possível compilá-lo em Windows, Mac OS X e outras plataformas sem grandes problemas, já que o código-fonte deste se mantém alinhado com a última versão do Firefox - e, como sabem, o Firefox está disponível para diferentes sistemas. Para além disso, está apenas disponível em inglês. Para que possam o Icecat em português - ou qualquer outra, se assim o entenderem -, vou explicar como compilar o browser, num sistema GNU/Linux, já com o idioma em português e como criar uma extensão de idioma para poderem instalar num binário do IceCat que esteja noutro idioma diferente do português.
Primeiro que tudo, tenho que dizer que eu uso o gNewSense, por isso este tutorial reflecte os passos nesse sistema. Como o gNewSense é baseado no Ubuntu, deverá ser possível reproduzir este pequeno tutorial na integra na distribuição mantida pela Canonical, assim como no Debian e distribuições baseadas nesta. Nas outras, os passos deverão ser semelhantes. Também, este tutorial não é para quem agora começou a usar o sistema GNU/Linux, mas para quem já tem um conhecimento ligeiro do sistema e da linha de comandos.
Agora que a introdução chata está feita, vamos pôr as mãos na massa. O primeiro passo é a instalação das dependências do IceCat. Abram um terminal e digitem o seguinte comando:
sudo apt-get install libx11-dev ftgl-dev libotf-dev libxft-dev libpango1.0-dev doxygen autoconf libgtk2.0-dev libnm-glib-dev libidl-dev libxt-dev libpng12-dev libxp-dev
Depois de instaladas as dependências, temos que descarregar o código-fonte, descompactar o arquivo e movê-lo para /usr/src (como tenho o código-fonte de todas as aplicações nesta localização, vou obrigar-vos a seguir este meu hábito):
wget ftp://ftp.gnu.org/gnu/gnuzilla/3.0.1-g1/icecat-3.0.1-g1.tar.bz2
sudo tar xvf -C /usr/src icecat-3.0.1-g1.tar.bz2
Agora, vamos até à pasta /usr/src e vamos preparar tudo para descarregar os ficheiros de idioma necessários:
cd /usr/src
sudo cvs -z3 -d:pserver:anonymous@cvs-mirror.mozilla.org:/cvsroot co mozilla/client.mk
sudo cvs -z3 -d:pserver:anonymous@cvs-mirror.mozilla.org:/cvsroot co mozilla/tools/l10n
Precisamos dos ficheiros para o idioma português europeu (pt-PT). Para isso, primeiro temos que entrar na pasta mozilla, criada pelo passo anterior, e depois correr um comando. Como não saímos de /usr/src:
cd mozilla
sudo make -f client.mk l10n-checkout MOZ_CO_PROJECT=browser MOZ_CO_LOCALES=pt-PT
Depois de executado o comando anterior, ficamos com o código-fonte do Firefox na pasta mozilla e os ficheiros de idioma que queremos na pasta l10n, localizada em /usr/src. O facto da pasta l10n ficar em /usr/src e não em /usr/src/mozilla poupa-nos o trabalho de a mover.
Como já temos o código-fonte do IceCat no local correcto (fizemos isso num dos primeiros passos), temos que preparar a tradução para ser usada pelo IceCat. Isso passa por criar duas pastas, copiar dois ficheiros para elas e editá-los. Primeiro, vamos entrar na pasta browser, que está dentro da pasta do idioma, que por sua vez está dentro da pasta l10n.
cd /usr/src/l10n/pt-PT/browser
Agora, criamos as duas pastas que precisamos:
sudo mkdir -p branding/unofficial
Copiamos os dois ficheiros de que necessitamos:
sudo cp ../../chrome/branding/brand.*
E agora editamos os ficheiros brand.dtd e brand.properties. Vejam os meus para saberem como eles devem ficar.
Para além de editar os ficheiros que movemos para as pastas que criámos, eu fiz outras alterações. Para saberem quais, vejam o diff que criei.
Agora que a tradução está pronta, vamos até à pasta do IceCat e compilamos este browser com o Português Europeu (pt-PT):
cd /usr/src/icecat-3.0.1-g1
sudo ./configure –enable-ui-locale=pt-PT; sudo make
Agora, o IceCat está compilado em português, mas não instalado globalmente. Para o instalarem no sistema, teriam que usar o comando sudo make install. Se quiserem, podem fazê-lo, mas eu aconselho antes a criação de um arquivo com os binários, tal como a Mozilla distribui o browser no seu site. Para o fazer basta, no final do sudo make:
sudo make -C browser/installer/
O comando sudo make -C browser/installer/ vai criar-vos um arquivo bzip2 em dist/ chamado icecat-3.0.1-g1.pt-PT.linux-i686.tar.bz2. Podem copiá-lo para onde quiserem e usar o IceCat como se usassem o Firefox descarregado do site da Mozilla.
Se quiserem criar uma extensão para adicionar um idioma ao IceCat, vão precisar de executar todos os passos até à compilação do browser. Aí, não se passa a flag para o idioma (se já tinham compilado antes o IceCat, podem saltar este passo). Em vez disso, executam-se os seguintes comandos:
sudo ./configure
sudo make;
Assim que acabar, vão até browser/locales:
cd browser/locales
E executem o seguinte comando, que criará uma extensão xpi em dist/install (/usr/src/icecat-3.0.1-g1/dist/install):
sudo make langpack-pt-PT
Essa extensão poderá ser instalada no IceCat e Firefox - e, muito provavelmente, em qualquer browser baseado no Firefox - que esteja noutro idioma que não o Português Europeu. Por uma razão que desconheço, o nome da extensão fica firefox-3.0.1-g1.pt-PT.langpack.xpi. Talvez se deva a um makefile, mas não tenho a certeza.
Volto a repetir que este tutorial requere alguns conhecimentos mínimos do sistema GNU/Linux. Se não os tiverem, podem descarregar o IceCat pronto a usar do seu site oficial. Se usarem Debian, Ubuntu ou uma distribuição baseada numa delas, também podem instalar um pacote deb.
Colocado também no excelente projecto Programas Livres.
[#] Por João Silas em Agosto 9, 2008 às 18:00 na(s) categoria(s) Artigos Convidados Software Livre
Este é um artigo a contar para a nossa rubrica semanal de GNU/Linux. Desta feita o blogger convidado é o Rui Martins, utilizador que prefere sistemas operativos livres em detrimendo do Windows. Podem seguir o seu blogue, clicando aqui.
Caixa Mágica 12 é uma distribuição Linux portuguesa projectada para empresas, particulares, educação e até administração pública. Neste sistema operativo podemos trabalhar com dois Tipos de Ambientes Gráficos: GNOME e KDE, onde se pode desfrutar de inúmeras aplicações. Como na grande maioria de Sistemas Linux, podemos usar uma versão Live CD (onde não é necessária a instalação do S.O. para a sua utilização) ou uma versão dita “normal” instalada no Disco do PC (normalmente instalação feita por um DVD, como por exemplo “este” Caixa Mágica 12).
Como não sou “grande gammer”, visto que, só uso o PC para internet, trabalho e lazer, este é um sistema que encaixa perfeitamente nas minhas exigências.
No que toca a internet é de referir as inúmeras aplicações adjacentes a este S.O. : aMSN (a minha preferida, um clone melhorado do MSN “normal” ), aMule (um eMule para Linux), KTorrent, Mozila Firefox, Skype, Akregator (um leitor de feeds muito bom) e muitos mais… Ainda dentro da Internet é de referir o suporte a modem´s 3G Nacionais (os usados pelas 3 operadoras), onde basta apenas liga-los e começar a usar a Internet.
Se desejar usar o Pc para trabalhar têm ao seu dispor OpenOffice (suite de produtividade), Kompozer (Programa de Desenvolvimento WEB), KDevelop (Ambiente de Programação), GIMP (o “Photoshop do Linux”) entre outros.
Finalmente, se for daqueles que usa só o PC para ouvir música e ver fotos ou vídeos, pode usufruir de vários programas, como por exemplo: Kaffeine (muito usual em sistemas Linux), RealPlayer, Amarok, KAudioCreator e digiKam. Algo que me espantou e surpreendeu pela positiva, foi a grande diversidade de codecs de vídeo/música disponíveis (consegue até reproduzir RMVB sem instalação prévia de algum software especifico, o que simplifica muito as coisas).
Para acabar esta rubrica, Caixa Mágica 12 é um sistema operativo bastante completo, que aconselho vivamente a todos os que querem um sistema simples de usar. Deste modo, é questão para louvar uma produção nacional.

[#] Por João Silas em Agosto 2, 2008 às 15:00 na(s) categoria(s) Artigos Convidados Software Livre
Este artigo é um escrito por um blogger convidado, o Marco Barreto, e faz parte da nossa rubrica semanal de Linux e Opensource. Para mais informações do autor basta visitar o seu blogue oficial.
O GIMP é um software de composição, retoque, tratamento de imagens digitais multi-plataforma e de código aberto (open-source) distribuido livre e gratuitamente sob licença GNU. É uma alternativa cada vez mais válida ao Adobe Photoshop. GIMP é o acrónimo de GNU Image Manipulation Program. Está na versão 2.4.6 mas já é possível sacar e testar a versão 2.5 e a 2.6 está neste momento em desenvolvimento.
Pela sua versatilidade e facilidade de utilização, é a ferramenta ideal para principiantes que pretendam utilizar para pequenas correcções numa foto digital ou como programa de desenho, e para fotógrafos e utilizadores avançados pela quantidade de recursos, ferramentas e expansibilidade que disponibiliza, como suporte a canais alfa (transparências), Layers e canais, multiplo undo/redo apenas limitado pelo espaço disponível em disco, layers de texto editáveis, suporte a imagens RAW, entre milhares de outras. Todas estas capacidades podem ser expandidas através de plugins que também são disponibilizados livremente.
Portanto, se é um fotógrafo ou simplesmente procura um programa potente para editar imagem, e não está com vontade de dispender algumas centenas de euros no Photoshop, o GIMP é o que procura. Está disponível para download nas versões Linux, Windows, MacOS X. http://www.gimp.org

[#] Por João Silas em Julho 26, 2008 às 16:00 na(s) categoria(s) Artigos Convidados Software Livre
Este artigo é escrito por um conhecido blogger, o Bruno Miguel que nos vai brindar com um artigo sobre o mundo Linux/GNU, software livre e opensource. É um dos autores convidados para falarem deste tema aos sábados. Para seguirem mais sobre este autor visitem o Conversas do Bruno, o seu blogue oficial.
Um tipo de aplicação que eu considero obrigatório é uma aplicação para criar apontamentos. Nas distribuições mais populares do sistema GNU/Linux existe um variado leque de escolhas. No gNewSense e Ubuntu, por exemplo, o Tomboy vem instalado por defeito; o mesmo deverá acontecer com o Fedora e outros sistemas que utilizem o Gnome como gestor de desktop.
O gosto por determinada aplicação de notas é como o gosto pelas pessoas do sexo oposto ou do mesmo sexo, conforme as orientações sexuais: cada um tem uma ideia definida daquilo que gosta. Por isso, se o Tomboy não é bem aquilo que procuram, aconselho-vos o NoteFinder.

O NoteFinder é uma aplicação de apontamentos em Python que usa as bibliotecas QT, o que quer dizer que é uma aplicação que se integra muito bem com o KDE. Isso não quer dizer que não possa ser executada fora do KDE, porque eu corro-a no Gnome e OpenBox sem problemas.
Se ela não estiver disponível nos repositórios oficiais da vossa distribuição ou BSD, terão que a compilar - mas não se assustem, porque o processo é simples. Primeiro, têm que instalar as dependências necessárias: Python 2.5, Qt 4.4 e PyQt 4.4 - normalmente, elas terão “-dev” (sem as aspas) no nome.
Depois de instaladas as dependências, têm que descarregar o código-fonte, abrir um terminal, navegar até à pasta criada após a descompressão do arquivo com o código-fonte e executar o seguinte comando: sudo python setup.py install –root=/
Depois de instalado, terão à vossa disposição uma aplicação de apontamentos que se funde um pouco com o conceito blog, pois permite a adição de tags aos apontamentos. Também é possível exportar todos os apontamentos em HTML e explorá-los a partir do browser, criar listas de afazeres e ainda mais.
Se tiverem algum problema com a compilação ou utilização da aplicação, façam uma visita ao site do NoteFinder. Lá, está secção onde poderão relatar o problema que têm, para que o autor vos possa responder.
[#] Por João Silas em Julho 25, 2008 às 21:24 na(s) categoria(s) Artigos Convidados Software Livre
O Tech4pc como forma de dinamizar mais o espaço das notícias com cada vez mais qualidade vai ter um rubrica semanal em que o espaço será entregue a cada um dos autores convidados.
Este é um dos primeiros temas a ser escolhido. Uma vez que há pouca visão sobre ele divulgado na Internet e é de uma das áreas mais débeis do nosso website.
Para além de estarmos a tentar inovar e variar conteúdos como forma de melhorar o site, é um tema sempre com bastante interesse.

Dentro do software OpenSource podemos incluir Linux/GNU e outro software que seja OpenSource. Será uma área do site dinamizada por três autores convidados selectivamente.
Eis os três:
Para mais informações e contactos basta clicar aqui.
Decidimos fazer referência ao caso até no cabeçalho do site com uma nova imagem. Amanhã já sairá o primeiro artigo da autoria do convidado Bruno Miguel. Obrigado aos três.
Vemos no OpenSource o futuro da Informática!