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Análise: The GIMP

[#] Por João Silas em Janeiro 7, 2007 ás 11:48 na(s) categoria(s) Várias |

Introdução:
O GIMP é um editor de imagem gratuito e open-source, disponível para 3 plataformas: Linux/UNIX, Windows e MacOS X.
Quando foi criado, este programa veio preencher um grande buraco na plataforma UNIX, uma vez que o “grande” PhotoShop apenas funcionava em Windows.
Hoje em dia, recorrendo a emuladores, tal como o Wine (free) podemos executar o Photoshop dentro do Linux mas antes não era assim. E mesmo dessa forma, o Photoshop não deixa de ser caro. O GIMP é gratuito.
A instalação:
A instalação do GIMP é algo de muito simples e directo e, dependendo do SO, pode até nem ser preciso instalá-lo, uma vez que é um pacote standard em muitas distribuições de Linux :)
No Windows, a plataforma de eleição da maior parte dos users do tech4pc, é necessário instalar as bibliotecas GTK+ e só depois poderemos instalar o GIMP. Tudo o que é necessário está disponível no site http://www.gimp.org/
Depois de instalado, o programa ocupa muito pouco espaço, tipo entre 30 a 40MB (sem contar com GTK+, que também é muito pouco).
O interface:
Este é um dos pontos onde o GIMP peca… Para o utilizador típico dos programas típicos do Windows, o GIMP pode ser assustador, uma vez que quase qualquer operação efectuada abre uma nova janela, e essas janelas estão a “flutuar” no desktop em vez de estarem dentro de uma só janela *grande* como no Photoshop e outros programas do género.
Além disso, o interface não tem uma janela principal, mas sim três (janela das ferramentas, janela dos layers e janela da imagem). Para quem usa Linux, etc, este sistema de janelas funciona muito bem, uma vez que, apesar de cada janela ter uma entrada na taskbar, o user pode mover o GIMP para outro desktop… mas no Windows, é obrigado a lidar com muitas janelas no mesmo desktop (isto devia ser considerado falha do windows lol… ter só um desktop é ridículo)
No entanto, em ambientes como Linux, o GIMP funciona às mil maravilhas, e com o recurso às bibliotecas GTK+, o programa apresenta um aspecto limpo e consistente.
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O interface do GIMP após aberto e com uma nova imagem.
A performance:
O GIMP possui uma performance invejável. O tempo de startup é algo de incrivelmente pequeno quando comparado a softwares como o Photoshop. Além disso, é bastante configurável, em termos de memória (deve ser por ter sido escrito para plataformas decentes e não para Windows lol).
O programa é bastante rápido e consegue ser uma boa opção para quem quer algo que não lhe coma o pc enquanto está a ser executado. Além disso, como já foi referido, o GIMP ocupa muito pouco espaço em disco, deixando espaço para o trabalho em vez de o consumir com ficheiros.
Portabilidade:
Este programa está disponível para UNIX/Linux, Windows e MacOS X. É por isso um porgrama com uma portabilidade grande, ao contrário do Photoshop e outros que tais. Além disso, existe inclusivé uma versão portátil do GIMP, que permite levá-lo num disco USB e executá-lo sem necessidade de instalação.. (googlem por “portable gimp”).
A portabilidade do programa permite ao utilizador aprender simplesmente a trabalhar com UM programa independentemente da plataforma que vai usar… isso é uma vantagem tremenda :)
Funcionalidade:
O GIMP, apesar de freeware e open-source, não deve ser subestimado. O mesmo acontece com outras coisas, como Linux e FreeBSD XD. Mas voltando ao GIMP, ele possui imenso poder; com ele, podemos editar fotografias, criar imagens para uso na web, efectuar batch-processing, entre muitas outras coisas.
Tanto para o utilizador casual como para o utilizador regular e profissional, o GIMP apresenta uma grande variedade de ferramentas e filtros disponíveis logo após a instalação.
Além disso, não são o tipo de ferramentas para “brincar” mas sim as ferramentas que se usariam para edição profissional de fotos.
No global, ao instalar o GIMP, ficamos com um excelente pacote de ferramentas de pintura digital, manipulação fotográfica, edição de imagens para a Web e até mesmo criação de GIFs animados (com adição de um pacote extra, podemos mesmo editar AVIs).
Suporte para layers, paths, curvas, níveis, brushes personalizados, padrões personalizados… tudo o que possa imaginar, está lá. A única ferramenta que precisa de alguma revisão é a ferramenta de texto, ainda pouco flexível e primitiva.
Além de tudo o que é normal ver no Photoshop (excepto algumas “mariquices”), o GIMP possui ainda uma extensão chamada Script-Fu, da qual falaremos de seguida. Em relação aos tipos de ficheiro suportados, o GIMP suporta open/save de imensos formatos, entre os quais devemos destacar o XCF (formato nativo, aberto), PSD (Photoshop), PSP (Paint Shop Pro), PNG, JPG, GIF (incluindo os animados, cada frame fica num layer) e SVG (o futuro dos gráficos Web). Estes são apenas alguns dos formatos, visto que o GIMP suporta muitos mais. Resumindo: o GIMP possui tudo o que é preciso para fazer tudo o que se faz com o Photoshop e outros programas comerciais. O único senão é que pode não ser tão fácil fazer essas coisas… mas com um pouco de paciência e criatividade, chega-se lá :)
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Editor de curvas de cor no GIMP.

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Lista de layers durante edição de uma imagem.

Script-Fu
Como disse no ponto anterior, o GIMP apresenta uma extensão chamada Script-Fu. O Script-Fu é uma extensão que interpreta scripts (daí o nome lol) e permite automatizar certas tarefas do programa.
Uma grande utilidade para isto manifestar-se-ia, por exemplo, se tivéssemos que executar para várias imagens, um determinado número de passos para conseguir um determinado efeito.
Recorrendo ao Script-Fu, podemos escrever um script que faça tudo isso para nós. O script ficará então disponível no menu Script-Fu, como se fosse um Filtro ou algo do género.
Esta é uma funcionalidade de extremo valor no GIMP; certamente algo que o torna extremamente flexível.
Para demonstrar aos utilizadores o seu poder, foram já incluídos vários scripts que funcionam como exemplos mas também como verdadeiras ferramentas.
Também semelhante ao Script-Fu, existe o Python-Fu que recorre ao interpretador python instalado no sistema. Por essa razão, é mais frequente não existir menu “Python-Fu” em ambientes windows :)
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Navegador de plugins na secção Script-Fu.
Público-alvo:
Iniciar-se no GIMP não é pêra-doce. O GIMP foi projectado para conseguir fazer as coisas, não para conseguir fazê-las de forma fácil para o utilizador.
Por esta razão, qualquer um que vá para o GIMP e pense que vai encontrar a maravilha das maravilhas em termos de facilidade de uso, engana-se redondamente. O GIMP não foi feito para noobs. Foi feito para ter qualidade e colocá-la ao alcance das pessoas de forma gratuita.
Por isso mesmo, dizer que o GIMP é difícil de usar não é argumento para dizer que não é um bom programa; não foi feito para ser fácil de usar. No entanto, nas últimas versões tem sido feito um esforço para melhorar o UI de forma a torná-lo mais amigável para toda a gente.
Conclusão:
A conclusão é, obviamente, que o GIMP é um programa louvável.
De 0 a 10, tem obviamente que receber um 9.9… não dou 10 porque ainda existem aspectos que deveriam estar mais cuidados no programa e porque nenhum programa é perfeito. Ainda assim, está perfeito para edição em qualquer lado, sem consumir muitos recursos…

    Prós

  • Gratuito
  • Funcional
  • Poderoso
  • Extensível
  • Leve no sistema
    Contras

  • Interface
  • Não é o mais adequado para se aprender as noções básicas de edição de imagem